PROJETO DE INCLUSÃO SOCIAL “FORMANDO PARADESPORTISTAS”

CLUBE NÁUTICO MOGIANO

FACULDADE NÁUTICO MOGIANO

A Faculdade do Clube Náutico Mogiano e sua mantenedora o Clube Náutico Mogiano, verificando as necessidades das pessoas com deficiência, criou um programa de socialização (inclusão social) entre os cursos de graduação e as Disciplinas curriculares como Natação e Atletismo cujas atividades estão em prática há 18 anos na IES.

A história da nossa Instituição mostra uma tradição de 84 anos de história iniciada com as atividades de natação do Clube Náutico Mogiano como referencial de expressão desportiva na cidade e região como práticas de competição em 1933. Os primeiros atletas, representantes da Instituição, treinavam às margens do Rio Tietê, área de fundo do espaço físico dessa IES. Iniciou-se, assim, a partir dessa experiência que se tornou tradicional na cidade e com a fundação dos Cursos de Graduação, a ideia de, em conjunto com a mantenedora e as Faculdades de Educação Física e Fisioterapia se concretizar este projeto, com a colaboração voluntária de todos e no intuito de fortalecer ações de Responsabilidade Social da FCNM.

Esses trabalhos foram intensificados a partir dos anos 1990, com o Projeto Patinho, em que crianças de baixa renda entre 07 a 15 anos, portadores de alguma deficiência e, obrigatoriamente, com frequência e média escolar satisfatórias, inclusive com laudo médico favorável à prática desportiva, praticavam esportes com acompanhamento de profissionais da área de Educação Física e Fisioterapia, de terça a sexta-feira com carga diária de duas horas.

A partir do ano de 2004, o Clube Náutico Mogiano aderiu ao Programa da Sanção Premial em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Este programa tem por objetivo atender crianças em idade escolar para a prática nas modalidades de Natação, Ginástica Rítmica e Atletismo.

Como a Instituição possui notabilidade histórica em Natação, aproveitou-se da experiência de mais de 40 anos nesse âmbito para aplicá-la a Pessoas com Deficiência. A princípio, como é muito comum acontecer, houve um pouco de resistência e dificuldades para gerir atendimentos dessa natureza, porém com o passar do tempo, e com o trabalho desenvolvido pelas autoras, bem como pelos alunos dos cursos de Educação Física e Fisioterapia da Faculdade, comprovou-se que o preconceito deve e pode ser superado quando se tem por ideal a inclusão social como forma de pensar-se em um desenvolvimento humano sustentável.

Os resultados do presente Projeto já são consagrados no Município por meio dos Jogos Regionais e Estudantis, desde 2003. Vale destacar, também, que dentre os nossos atletas temos 04 medalhistas paraolímpicos nacionais e 03 medalhistas paraolímpicos internacionais.

Atualmente, a equipe é formada por paradesportistas com deficiência visual, auditiva e de locomoção.

 

Missão

A FCNMpor meio deste projeto de inclusão social acredita estar colaborando para uma sociedade mais justa, com garantias de maior qualidade de vida em um país, ainda em desenvolvimento, com um quadro de privações dos direitos fundamentais do homem e inúmeras dificuldades como desemprego, saúde e educação.

Os valores que firmam a filosofia do projeto são: a autoestima, a cidadania, a tolerânciaenquanto respeito à diversidade, sobretudo como base Ética no contato com pessoas diferentes, bem como o valor da disciplinaque as práticas desportivas exigem para a superação dos limites circunstanciais do indivíduo. O valor da competitividade saudável, também está inserido nos ideais do projeto, buscando, nesse sentido, concretizar o sonho de todo desportista que é representar o seu país em uma olimpíada, evento de expressão máxima do esporte.

 

 Objetivo

O projeto visa desenvolver um trabalho em esportes como atletismo, natação e futebol para atletas paraolímpicos em conjunto com as atividades DE SAÚDE E desportivas dos cursos superiores da FCNM: Educação Física e Fisioterapia, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a Secretaria Municipal de Educação e a Comunidade, a fim de descobrir novos talentos na prática do esporte, bem como fornecer orientações de busca de melhor performance física e emocional, buscando ações que visem, não apenas ocupar o tempo livre do indivíduo, mas ampliar o acesso ao esporte com enfoque na Inclusão Social e qualidade de vida. Ações educacionais de desenvolvimento humano e comportamental são também ferramentas estratégicas que são privilegiadas no atendimento complementar aos paradesportistas buscando propiciar uma efetiva ampliação de visão de mundo sobre sua inserção cidadã na sociedade.

“O esporte detém o poder de promover a autoestima de seus praticantes, desenvolver hábitos de saúde e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida do cidadão”.